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Terça, 03 de Julho de 2018

Eventos em Bento Gonçalves geram R$ 50 milhões em 30 dias

Números são apenas do mês de junho e ajudam a impulsionar roda da economia do município da Serra

Num período de apenas 30 dias, Bento Gonçalves foi palco de pelo menos três grandes eventos. Duas feiras e um congresso atraíram cerca de 300 mil pessoas e incrementaram em R$ 50 milhões a economia da capital do vinho. Mesmo tendo como carros-chefe a indústria e o setor moveleiro, o turismo de eventos se tornou fundamental para o município. No primeiro trimestre do ano, 10% da arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) foi de eventos e feiras. Este índice, no entanto, pode saltar para 40% num mês como o de junho, em que a agenda permaneceu lotada. Em 2017, a arrecadação do imposto pelas atividades econômicas do turismo passou dos R$ 2,4 milhões.

O Congresso Latino-Americano de Enoturismo, que se encerra neste sábado no Vale dos Vinhedos, atraiu 250 participantes de outros Estados do país, da Argentina, Portugal, Uruguai e Estados Unidos. Mais de 10 mil passaram pela Transposul – Feira e Congresso de Transportes e Logística, que aconteceu esta semana e deixou uma estimativa de negócios de R$ 150 milhões. E a ExpoBento, realizada na primeira quinzena do mês, atraiu 209 mil pessoas e gerou R$ 40 milhões. Sem contar o dinheiro que estes visitantes deixam nos hotéis, restaurantes, atrações turísticas e comércio local.

– O turismo de eventos se tornou fundamental para o desenvolvimento de Bento Gonçalves – revela Gilberto Durante, vice-presidente do Fundaparque (Parque de Eventos de Bento Gonçalves) e conselheiro do Bento Convention Bureau.

Além dos belos cenários, qual o segredo para conseguir atrair tantos turistas? Em Caxias do Sul, a natureza também foi generosa com paisagens de tirar o fôlego. Mesmo assim, este ano só tem uma feira programada nos pavilhões da Festa da Uva, a Mercopar. A resposta das lideranças de Bento Gonçalves está na ponta da língua.

– Foco e planejamento – resume Durante.

O secretário de Turismo, Rodrigo Parisotto, informa que o trabalho é de construção contínua junto à comunidade. Ou seja, mesmo em época de baixa temporada, as feiras e congressos mantêm a movimentação em vários setores da cidade. No site oficial de Bento, estão programados cerca de 1,5 mil eventos por ano. Além disso há grupos de pessoas que trabalham com o objetivo de captar esses negócios para o município.

– É uma receita autossustentável e uma economia limpa – destaca o secretário.

Wine South America vem aí
A Wine South America é o grande evento de setembro no Fundaparque, em Bento. Faltando três meses para o início da feira, 80% dos espaços voltados ao segmento vitivinícola, o principal da mostra, estão comercializados, sinalizando para o sucesso da proposta em promover o vinho brasileiro para o mundo.

O bom desempenho é mérito do engajamento do setor, que tem abraçado a proposta do encontro de negócios. São grandes vinícolas, pequenas e familiares que percebem a Wine South America como a vitrine para se aproximar de compradores, importadores, enófilos e outros profissionais da área.

A feira será realizada entre os dias 26 e 29 de setembro, para promover o consumo e a comercialização dos produtos da indústria sul-americana de vinhos, especialmente a brasileira. A expectativa é de integrar 250 expositores e atrair 10 mil visitantes.

Capacidade hoteleira esgotada
As redes de hotéis e restaurantes estão entre os mais beneficiados com a chegada de centenas de turistas por semana, independentemente da época do ano. Com a Transposul, por exemplo, a rede Dall’Onder passou a semana com a capacidade esgotada.

Atualmente, o turismo de eventos representa mais de 30% da receita do setor hoteleiro, informa o empresário e dono dos hotéis Dall’Onder, Tarcisio Michelon. Esse percentual, segundo ele, não foi conquistado com facilidade.

– É preciso tirar a bunda da cadeira, viajar para o centro do país e captar negócios para a nossa região.

Além da Fundaparque, ele destaca que, atualmente, os hotéis têm suas próprias equipes para negociar a realização dos eventos na cidade. E é necessário planejamento.

– É preciso trabalhar dois anos à frente – ensina.

Outro ponto destacado por Michelon é formar parcerias com as mais diversas associações de categorias profissionais.

– Seminários e congressos com especialistas de saúde, por exemplo, então entre os grandes filões dos negócios – alerta o empresário.

Fonte: http://www.pioneiro.clicrbs.com.br

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