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Segunda, 07 de Março de 2011

O vinho em harmonia com a alma

Olá, amigos!



Como visto no último artigo, beber de forma inconsciente pode trazer sérios prejuízos à saúde e à alma. Devemos estar conscientes de que mesmo o vinho, a mais nobre e antiga das bebidas, não deixa ser também uma droga, portanto, hoje falarei sobre em que condições devemos estar para consumirmos o vinho de forma consciente, moderada e prazerosa.



É preciso cuidar do corpo para que a alma se sinta bem nele. Por isso, é preciso comer bem. E comer bem deve ser uma cerimônia alegre, em torno da mesa, com um pouco de vinho, para manter a convivência e a condescendência que os homens devem uns para os outros. (SALES, SÃO FRANCISCO; Fonte: desconhecida)



A afirmação do nobre bispo francês do século XVI, já deixa bastante claro como o ato de beber vinho está ligado à felicidade, ao bom estado de espírito e aos bons hábitos. Novamente lembrando, qualquer hábito que tenhamos, onde cometamos excessos, é prejudicial à saúde. Quando o excesso é ligado a um estado negativo de sentimentos, então o prejuízo é ainda maior, pois esse pode estar diretamente ligado a uma supressão de sentimentos. Como exemplo disso, podemos citar quem come chocolate quando está depressivo ou quem bebe álcool para esquecer o estresse do dia a dia. O vinho é um ótimo companheiro para os “bem aventurados”. Beber vinho em estado de celebração e respeitando os limites do corpo traz prazer, saúde e felicidade.



Vamos analisar a frase: “É preciso cuidar do corpo para que a alma se sinta bem nele”. O interessante aqui é a percepção de que somos uma alma que possui um corpo. Muitas pessoas não acreditam na imortalidade do espírito e acreditam que somos a mente. Cuidado, a mente mente! É correto claro, afirmar: “Somos o que pensamos” – mas isso tem um sentido um pouco diferente. A lei da atração diz que tudo que mentalizarmos, visualizarmos e sentirmos se concretizará. Estar de acordo com o que se pensa traz grandes resultados – tanto positivos quanto negativos – tudo depende do que se pensa. Pessoas negativas não deveriam nem passar perto de bebidas alcoólicas, pois o resultado disso será sempre negativo. O que quero deixar claro é que a mente é um mero “computador”, que guarda e processa informações, estando sujeito a uma série de condicionamentos e sujeito a ser contaminado por “vírus”. O nosso “Eu”, também chamado de várias outras coisas como “Eu Interior”, “self”, “espírito”, entre outros, é que da vida ao corpo e a mente. A energia vital que nos mantém vivos nada mais é do que a conexão do espírito ao corpo. Uma análise ainda mais profunda disso é a conexão energética através dos chakras. A palavra chakra, do sânscrito significa “centros”, “rodas” ou “plexo”. Segundo a filosofia ioga, são os centros enérgicos do corpo humano, por onde circula a energia vital, também conhecida como “prana”. Em geral, são citados sete chakras (a quem diga que há outros mais), localizados sequencialmente na base da coluna, ventre, plexo solar (estômago), coração, garganta, terceiro olho (centro, entre os olhos) e topo da cabeça (coronário). Qual a ligação disso com o vinho? Toda! O equilíbrio energético dos chakras é um grande indicador para consumir ou não vinho. Como saber se estão equilibrados? Alguns indícios bastante simples são: dor de cabeça, pressão nos olhos ou na face, garganta dolorida, dor no peito, ansiedade, queimação ou aperto no estômago, nervosismo, aflição, intestino desregulado, infecção ou problemas relacionados aos órgãos genitais, etc. Como exemplo, o plexo solar (região do estômago – terceiro chakra – elemento fogo) é um dos pontos mais instáveis entre a maioria das pessoas, pois está diretamente ligado as ações e reações de nossos sentimentos. Então todo estresse, nervosismo, medo, ansiedade gera desequilíbrio e, portanto, bastante sujeito a gerar problemas de digestão. Associar o vinho, ou qualquer outra bebida alcoólica quando nos encontramos com esse chakra em desequilíbrio, trará danos à saúde e à alma.



Voltando à frase: “É preciso cuidar do corpo para que a alma se sinta bem nele" .Quando cuidamos de nosso corpo significa mantê-lo em equilíbrio. Para isso, além da boa alimentação, exercícios e bons hábitos, também é necessário a espiritualidade ou religiosidade. Sobre isso eu poderia falar outro tanto. Mas vou resumir em poucas palavras: religiosidade é encontrada dentro de si e não fora. Então, quem vai para igreja ou qualquer outro culto, não significa necessariamente que tenha equilíbrio. Religiosidade não é algo para ir ou participar e sim para ser! Ser religioso significa ser consciente de si mesmo e do Universo. É ser positivo, humilde e amoroso consigo mesmo e com o planeta. A pessoa religiosa pode ter no vinho, um meio de alcançar um paraíso de bem aventurança, acessar um estado de euforia e prazer consciente, além de todo benefício relativo à saúde que o vinho trará quando bebido de forma moderada.



“Um misto de vinho e alma num teor alcoólico agradável que o permita transferir-se para o paraíso dos que buscam a felicidade.” (Ayahuasca)




Para finalizar, quero deixar bem claro que o que proponho é um consumo consciente e moderado do vinho, em sintonia e harmonia com a alma, não fazendo distinção alguma entre religiões e crenças. Sinta-se bem, busque equilíbrio e felicidade todos os dias e encontre com isso, o vinho como um bom amigo. Até a próxima!



Abraço!

Fonte: Vinícius Casagrande Fornasier
Enólogo - Professor - Terapeuta Holístico
Bento Gonçalves l RS l Brasil l (54) 9994.4481
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