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Terça, 15 de Fevereiro de 2011

O consumo consciente de vinho – Parte II

Lembram-se das perguntas que deixei no último artigo?



Como sei se consumo vinho de forma consciente?



Pergunte-se:



• Bebo para esquecer os problemas?

• Bebo porque me sinto sozinho?

• Bebo para me divertir?

• Bebo para me “soltar” em público?

• Bebo para ficar feliz?

• Bebo porque gosto da sensação?

• Sou dependente do vinho? (essas perguntas se aplicam a qualquer bebida alcoólica)



Qualquer resposta positiva a esses questionamentos é sinal de que você não bebe de forma consciente e moderada. De forma mais abrangente, significa que bebe para suprimir um estado psicológico negativo ou ainda mais grave, você sofre de alcoolismo. Diversos exemplos podem ser dados aqui. Você tem algum problema, seja de ordem social, financeira, amorosa ou de outra espécie e, atordoado e estressado com isso, não consegue achar uma saída para se libertar desse estado; seu corpo fica tenso, sua mente o leva à autopunição, angústia, tristeza ou raiva e então você busca o álcool para curar todo esse sentimento.



Num primeiro momento você relaxa, consegue dar foco em outras coisas mais agradáveis e deixa de lado os maus pensamentos e sentimentos, porém, você apenas deixou de lado, suprimiu, encobriu com o álcool. A repetição gradativa dessa atitude o leva ao alcoolismo. Você ficará dependente dessa ação “beber para me curar”.



Outro caso muito comum no público jovem é o ato de beber para se divertir. Costumam usar a expressão “vou me esquentar para a festa”. É muito comum ver grupos de jovens em bares, postos de combustíveis, bebendo antes de ir a uma boate ou festa. A justificativa disso é “para me soltar mais” ou “para chegar agitando”. Lembro que dentro deste grupo social existe outro aspecto que são os relacionamentos. Existe um forte apelo pela conquista do sexo oposto, assim como para “mostrar que sou o bom”. A bebida aqui é usada na verdade para supressão de sentimentos de medo, simplesmente. A pessoa tem vergonha, tem timidez, não sabe lidar com seus vazios interiores, tem medo de ser rejeitado pelo grupo e principalmente pelo sexo oposto, então o álcool ajuda a suprimir tudo isso, deixando a pessoa “mais sociável”.



O que ocorre na cabeça dessas pessoas é que “posso ser diferente” ou então, o indivíduo tem em mente um modelo de personalidade que quer ser, porém usa o álcool para atingir esse estado – torna o caminho mais fácil, porém, é um estado temporário e que ainda, é prejudicial à saúde e à alma. A repetição da ação “beber para tornar-me algo que não sou”, apenas tornará você cada vez mais vazio e muito sujeito ao alcoolismo. Há pouco tempo ouvi num filme a seguinte frase: “o álcool não cura tudo assim como band-aid, não cura ferimento de bala.” Entenda que vinho ou qualquer outra bebida alcoólica não curam, não fazem milagres, não transformarão você em alguém melhor, bem pelo contrário, faz de você uma pessoa imatura, inconsciente ou mesmo doente. Por serem pessoas fracas de espírito, costumam ter como defesa psicológica um grande ego. São pessoas que se acham melhores que outros, julgam (“você é certinho – você é babaca”) e, que de certa forma, por atualmente ser um grande grupo na sociedade, “ditam” as regras de comportamento, levando outras pessoas consigo, neste “inconsciente coletivo”. Há pouco tempo recebi por e-mail um comentário sobre minha palestra dizendo: “percebi que não sou a única que se sente “diferente” na sociedade, e mais que isso, percebi que na verdade estou certa, e que “os outros” é que são diferentes”.  A pessoa que quer ser diferente tem que encarar seus medos, tem que se conhecer, tem que tornar-se consciente de si mesmo e não se tornar mais uma ovelha no rebanho.



Portanto, o vinho tanto pode transformar angústia e tristeza em tranqüilidade e alegria, assim como pode levar à tristeza, depressão ou até ao alcoolismo, tudo depende de estado de espírito, maturidade, moderação e não repetitividade da ação “beber vinho para a cura”. Significa, de forma mais abrangente, que estando consciente de si mesmo, se conhecendo e entendendo o que seu corpo necessita você pode transformar um estado negativo em positivo com diferentes ações, pois a ação repetitiva vicia. Como exemplo, se você estiver estressado e irritado com algo, não pode usar sempre a mesma ação para se livrar disso. Você, nesse caso, pode fazer muitas coisas, do tipo: caminhar, correr, pular, meditar, respirar fundo, ir a um massoterapeuta, uma sauna, conversar com alguém, dar risada, chorar e, conforme seu autoconhecimento, pode se livrar disso apenas com uma mudança de pensamento e inclusive, ter um momento feliz ao lado de quem gosta e acompanhado de um bom vinho. De forma conclusiva, o consumo consciente e moderado de vinho só trará benefícios à saúde e à alma, tornando assim, um hábito saudável e prazeroso para você. Até a próxima, abraços!

Fonte: Vinícius Casagrande Fornasier
Enólogo - Professor - Terapeuta Holístico
Bento Gonçalves l RS l Brasil l (54) 9994.4481
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